Home Data de criação : 08/09/30 Última atualização : 11/10/17 12:44 / 22 Artigos publicados

QUEM VENDE O VOTO, VENDE SUA LIBERDADE  (Gospel) escrito em sábado 11 outubro 2008 01:00

Blog de matogrande :MATO NET GRANDE, QUEM VENDE O VOTO, VENDE SUA LIBERDADE

“Uma vez as árvores resolveram procurar um rei para elas. Então disseram à oliveira: Seja o nosso rei. E a oliveira respondeu: Para governar vocês, eu teria de parar de dar o meu azeite, usado para honrar os deuses e os seres humanos. Aí as árvores pediram à figueira: Venha ser o nosso rei. Mas a figueira respondeu: Para governar vocês, eu teria de parar de dar os meus figos tão doces. Então as árvores disseram à parreira: Venha ser o nosso rei. Mas a parreira respondeu: Para governar vocês, eu teria de parar de dar o meu vinho, que alegra os deuses e os seres humanos. Aí todas as árvores pediram ao espinheiro: Venha ser o nosso rei. E o espinheiro respondeu: Se vocês querem mesmo me fazer o seu rei, venham e fiquem debaixo da minha sombra. Se vocês não fizerem isso, sairá fogo do espinheiro e queimará os cedros do Líbano” (Jz 9.8-15).

Liberdade de credo, liberdade de opinião e liberdade de voto. Esses três princípios, que dão base ao estado democrático de direito, estão contidos na Constituição Brasileira, mas são constantemente atacados no país. Sobretudo em época de eleição, quando o poder econômico, o uso da força ou apelo emocional falam mais alto que a análise racional e consciente de candidatos e propostas para o futuro dos municípios.

Na disputa por votos, os candidatos costumam falar em “bases políticas”, que podem ser categorias profissionais, bairros, associações e sindicatos. A depender da personalidade de candidatos, igrejas podem ser vistas como base política também, embora Deus, nada tenha a ver com desigualdades, injustiças, negociatas e acordos espúrios.

 

Votar é um ato de cidadania. Nesse sentido, o voto deve ser exercido com cuidado e com critérios éticos.

 

Caro e amado blognauta, se por acaso, por uma desses descuidos da vida, você vendeu seu voto e com isso a sua liberdade, medite no texto bíblico (Jz. 9.8-15).

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ABC x AMERICA ADEREM A CAMPANHA CONTRA CORRUPÇÃO  (Esporte) escrito em sábado 11 outubro 2008 00:00

Blog de matogrande :MATO NET GRANDE, ABC x AMERICA ADEREM A CAMPANHA CONTRA CORRUPÇÃO

Os dois clubes aderiram à campanha do Ministério Público de combate a corrupção, e os seus jogadores irão entrar em campo vestindo a camisa da campanha de combate à corrupção “O que você tem a ver com a corrupção?”.

A campanha teve seu lançamento estadual realizado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte no final do mês de abril deste ano e vem conseguindo mobilizar vários parceiros e a imprensa para as ações de divulgação dessa iniciativa, que é nacional e conta com o engajamento dos MPs de todo o País.

A campanha “O que você tem a ver com a corrupção?” é originária do Ministério Público do Estado de Santa Catarina, foi vencedora em sua categoria do Prêmio Innovare de 2005, abraçada por entidades como a CONAMP (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público) e o CNPG (Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça), e tem o objetivo maior de fazer a sociedade refletir e assumir o combate à corrupção em todos os níveis.

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O PODER CORRUPTOR DO VIL METAL  (Cultura) escrito em terça 07 outubro 2008 20:03

Este rende munidas fortalezas,
Faz tredores e falsos os amigos:
Este a mais nobres faz fazer vilezas,
E entrega Capitães aos inimigos;
Este corrompe virginais purezas,
Sem temer de honra ou fama alguns perigos:
Este deprava às vezes as ciências,
Os juízos cegando e as consciências;

"Trecho de "Os Lusíadas" de Luiz Vaz de Camões.

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TEMPO DOS PARDAIS  (Politica) escrito em segunda 06 outubro 2008 18:00

Era uma vez um tempo de pardais de verdes nos quintais faz muito tempo atrás quando ainda havia fadas.

Num bonde havia um anjo pra guiar outro pra dar lugar pra quem chegar sentar de duvidar, de admirar.

Havia frutos num pomar qualquer de se tirar do pé no tempo em que os casais podiam mais se namorar nos lampiões de gás sem os ladrões atrás tempo em que o medo se chamou jamais.

Veio um marquês de uma terra já perdida e era uma vez, se fez dono da vida mandou buscar cem dúzias de avenidas pra expulsar de vez as margaridas por não ter filhos, talvez por nem gostar ou talvez por manias de mandar

Só sei que enquanto houver os corações nem mesmo mil ladrões, podem roubar canções.

E deixa estar, que há de voltar o tempo dos pardais, do verde dos quintais tempo em que o medo se chamou jamais!

(Fágner)

Assim poderia ser nossa terra!

Veio um marquês de uma terra já perdida e era uma vez, se fez dono da vida mandou buscar... corrupção, suborno, fraudes, extorsão, assaltos à mão desarmada, mentiras de todo tipo e tamanho, impostura, etc.

Mandou buscar... eleições e candidatos, mestres em acordos, conchavos e promessas, mas, parece que fracos de memória, pois dificilmente as cumprem ao conseguirem o objetivo de serem eleitos.

Era uma vez um tempo de pardais, tempo em que o medo se chamou jamais, tempo em que o sol nascia para todos.

Infelizmente, hoje, o sol não nasce para todos, a cassação não alcança todos os políticos corruptos, a cadeia continua sendo mais para os desprotegidos. Colarinho branco, quando entra por uma porta, logo sai pela outra, aberta sempre legalmente, tendo a seu serviço uma forte e cara equipe de defensores que, sempre legalmente, e com competência, sabem mergulhar nas chamadas “brechas da lei” encontrando caminhos, que fazem ruborizar a verdade verdadeira, aquela que nunca se deixa macular.

Só sei que enquanto houver os corações nem mesmo mil ladrões, podem roubar canções.

E deixa estar, que há de voltar o tempo dos pardais, do verde dos quintais tempo em que o medo se chamou jamais!     

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A ELEIÇÃO QUE JESUS PERDEU  (Gospel) escrito em segunda 06 outubro 2008 09:00

De um lado Barrabás. Do outro Jesus de Nazaré. Entre os dois o procurador romano na Palestina, Pôncio Pilatos, representando o sistema político-militar vigente na região. De Jesus muito se sabe – do ponto de vista histórico. Já do seu legado espiritual pouco se tira proveito. A respeito de Barrabás pouco ou quase nada é sabido. Uma nesga da história narra Barrabás como um criminoso, culpado de sedição e homicídio, que merecia morrer por crucificação segundo a lei romana. Outros historiadores tentam colocar uma neblina de charme à sua biografia, taxando-o de terrorista que promovera algumas ações na tentativa de derrubar o governo romano na Palestina. De uma forma ou de outra alguém que vivia ao arrepio da lei. Merecedor, portanto, de julgamento e condenação, o que de fato ocorrera já que Barrabás estava na prisão tão somente à espera da hora de ser crucificado.

        Do ponto de vista eleitoral o cenário estava completo. Num patamar superior – lembrando os palanques de campanha dos dias de hoje – os dois candidatos. Junto a eles o TRE daquele tempo, representado na pessoa de sua excelência Pôncio Pilatos. O período de campanha, embora curto, fora muito bem trabalhado por um dos contendores e seus correligionários. O outro candidato não teve o direito de falar nada, embora anteriormente já tivesse feito inúmeros discursos sobre o seu programa de governo, àquela hora totalmente esquecido. Pelo marketing empregado, havia uma nítida vantagem para Barrabás sobre Jesus de Nazaré. Os cabos eleitorais do bandido doutrinavam o povo sob intenso frenesi. Havia pressa, uma vez que não era desejo da elite religiosa permitir que o eleitorado viesse a raciocinar. Barrabás tinha que ganhar – mesmo que condenáveis os métodos utilizados.

        Esse paralelismo em torno dos fatos reais da condenação de Jesus serve para demonstrar como são irracionais, em certas ocasiões, as escolhas que fazemos em nossas vidas. Em sã consciência ninguém deixaria de votar em Jesus para sufragar o nome de Barrabás. Mas todos sabem o desfecho ocorrido naquele tempo. Por leviandade, emocionalismo e superficialismo gritante, cometeu-se uma das maiores injustiças já praticadas pela humanidade, fruto de um processo eleitoral cheio de vício e de técnicas deturpadas de persuasão coletiva. Embora não tendo a carga dramática da escolha que condenou Jesus à morte, o processo político vivido pelo Brasil atualmente tem uma importância crucial para a vida de milhares e milhares de pessoas. E da mesma forma que naquele tempo, processos cavilosos de comunicação e persuasão tentarão vender gato por lebre, fantasia por realidade.

        O direito de exercer o voto é algo realmente extraordinário. Através dele ciclos inteiros na vida da humanidade foram alterados. Pela força do voto – não somente o voto do ponto de vista eleitoral, mas todo processo de escolha que envolva um posicionamento, uma alternativa – o que era deixou de ser e o que não era passou a existir. Falo do voto muito além do contexto político. Das tomadas de decisão que temos de adotar diariamente, de pessoas que temos de escolher como companheiros, parceiros, sócios. Dos processos que tomamos parte e que envolvem outras vidas. As chefias nas empresas, o comando nos quartéis, a liderança que exercemos na vizinhança, na comunidade, no seio da família..... Em todo momento há a necessidade de votar, de escolher, de se direcionar. E todo processo de escolha deve ser visto e tratado com responsabilidade e equilíbrio, visando o bem comum.

        E Jesus? Ah, a Ele nós traímos diariamente. Há uma tendência generalizada de condenar as pessoas que condenaram Jesus. Assistindo aos relatos da Paixão de Cristo as pessoas choram, se emocionam – e julgam quem levou Jesus à cruz. Acontece que a todo instante um processo de escolha se estabelece diante de nós. Entre o que Ele nos ensinou e o que nosso querer determina. E agora, qual o procedimento a ser adotado? Viver a Palavra que Jesus Cristo nos deixou é o caminho a ser seguido. Perdoar, amar ao próximo, não corromper nem ser corrompido, defender o direito dos mais fracos, dos mais humildes. Mas, será que é assim? Ao agir diferente do Seu legado estamos ou não traindo-o como os escribas e fariseus fizeram naquele tempo? O período eleitoral de agora é também uma oportunidade de praticarmos o bem comum levando a sério o processo de escolha. Você confirma? (Públio José).

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